Não Entre na Cabana (vários autores falam sobre as heresias no livro A Cabana) • Voltemos ao Evangelho Baixe pandora gratuitamente

Voltemos Ao Evangelho Voltemos Ao Evangelho Por Cristo e pelo Evangelho MENU FECHAR voltar  

Não Entre na Cabana (vários autores falam sobre as heresias no livro A Cabana)

You are here: cabana-nao-entre

Albert Mohler – A Cabana: O fim do discernimento evangélico

O mundo editorial vê poucos livros alcançarem o status de blockbuster, mas A Cabana, de William Paul Young já ultrapassou esse ponto. O livro, originalmente auto-publicado por Young e mais dois amigos, já vendeu mais de 10 milhões de cópias e foi traduzido para em mais de trinta línguas. Já é um dos livros mais vendidos dois últimos tempos, e seus leitores são muito entusiasmados.

De acordo com Young, o livro foi escrito originalmente para seus filhos. Essencialmente, a história pode ser descrita como uma teodicéia narrativa – uma tentativa de responder às questões sobre o mal e o caráter de Deus por meio de uma história. Nessa história, o personagem principal está enfrentando grande sofrimento após o seqüestro e homicídio brutal de sua filha de sete anos, quando recebe um convite que se torna um chamado de Deus para encontrá-lo na mesma cabana onde sua filha foi assassinada.

Na cabana, “Mack” se encontra com a divina Trindade: “Papa”, uma mulher afro-americana; Jesus, um carpinteiro judeu; e “Sarayu”, uma mulher asiática revelada como sendo o Espírito Santo. O livro é na maior parte uma série de diálogos entre Mack, Papa, Jesus e Sarayu. Essas conversas revelam um Deus bem diferente do Deus da Bíblia. “Papa” é alguém que nunca faz algum julgamento e parece muito determinado em afirmar que toda a humanidade já foi redimida.

A teologia de A Cabana não é incidental na história. De fato, em muitos pontos a narrativa parece servir apenas como estrutura para os diálogos. E os diálogos revelam uma teologia que é, no mínimo, inconvencional e indubitavelmente herética sob alguns aspectos.

Enquanto o dispositivo literário de uma “trindade” incomum das pessoas divinas é em si mesmo sub-bíblico e perigoso, as explicações teológicas são piores. “Papa” fala a Mack sobre o momento em que as três pessoas da Trindade “se manifestaram à existência humana como o Filho de Deus”. Em lugar algum da Bíblia se fala sobre o Pai ou o Espírito vindo à existência humana. A Cristologia do livro é semelhantemente confusa. “Papa” diz a Mack que, mesmo Jesus sendo completamente Deus, “ele nunca dependeu de sua natureza divina para fazer alguma coisa. Ele apenas viveu em relacionamento comigo, vivendo da mesma maneira que eu desejo viver em relacionamento com todos os seres humanos”. Quando Jesus curou cegos, “Ele o fez apenas como um ser humano dependente e limitado, confiando em minha vida e meu poder trabalhando nele e através dele. Jesus, como ser humano, não tinha poder algum em si para curar qualquer pessoa”.

Há uma extensa confusão teológica para desbaratar aí, mas é suficiente dizer que a igreja cristã tem lutado por séculos para ter um entendimento fiel da Trindade para evitar exatamente esse tipo de confusão – um entendimento que põe em risco a própria fé cristã.

Capa do livro “A Cabana”, de William P. Young

Jesus diz a Mack que é “a melhor forma para qualquer humano se relacionar com Papa ou Sarayu”. Não o único caminho, mas apenas o melhor caminho.

Em outro capítulo, “Papa” corrige a teologia de Mack ao afirmar “Eu não preciso punir as pessoas pelo pecado. O pecado é a própria punição, te devorando por dentro. Não é meu propósito puni-lo; minha alegria é curá-lo”. Sem dúvida alguma, o prazer de Deus está na expiação alcançada pelo Filho. Entretanto, a Bíblia revela consistentemente que Deus é o santo e correto Juiz, que irá de fato punir pecadores. A idéia de que o pecado é meramente “a própria punição” se encaixa no conceito oriental de karma, não no evangelho cristão.

O relacionamento do Pai com o Filho, revelado em textos como João 17, é rejeitado em favor de uma igualdade absoluta de autoridade entre as pessoas da Trindade. “Papa” explica que “nós não temos nenhum conceito de autoridade final entre nós, apenas unidade”. Em um dos parágrafos mais bizarros do livro, Jesus fala para Mack: “Papa está tão submisso a mim como eu estou a ele, ou Sarayu a mim, ou Papa a ela. Submissão não tem a ver com autoridade e não é obediência; tem a ver com relacionamentos de amor e respeito. Na verdade, somos submissos a você da mesma forma”.

A submissão da trindade a um ser humano – ou a todos os seres humanos – teorizada aqui é uma inovação teológica do tipo mais extremo e perigoso. A essência da idolatria é a auto-adoração, e a idéia de que a Trindade é submissa (de qualquer forma) à humanidade é indiscutivelmente idólatra.

Os aspectos mais controversos da mensagem do livro envolvem as questões de universalismo, redenção universal e reconciliação total. Jesus diz a Mack: “Aqueles que me amam vêm de todos os sistemas existentes. São Budistas ou Mórmons, Batistas ou Muçulmanos, Democratas, Republicanos e muitos que não votam ou não fazem parte de qualquer reunião dominical ou instituição religiosa”. Jesus acrescenta, “Eu não tenho nenhum desejo de torná-los cristãos, mas apenas acompanhá-los em sua transformação em filhos e filhas do meu Papa, em meus irmãos e irmãs, meus Amados”.

Mack faz então a pergunta óbvia – todos os caminhos levam a Cristo? Jesus responde “muitos caminhos não levam a lugar algum. O que significa que eu vou caminhar por qualquer caminho para te achar”.

Dado o contexto, é impossível não tirar conclusões essencialmente universalistas ou inclusivistas sobre o pensamento de William Young. “Papa” diz a Mack que ele está reconciliado com todo o mundo. Mack questiona: “Todo o mundo? Você quer dizer aqueles que acreditam em você, certo?”. “Papa” responde “O mundo inteiro, Mack”.

Tudo isso junto leva a algo muito parecido com a doutrina da reconciliação proposta por Karl Barth. E mesmo que Wayne Jacobson, colaborador de William Young, tenha lamentado que a “auto intitulada polícia doutrinária” tenha acusado o livro de ensinar a reconciliação total, ele reconhece que as primeiras versões dos manuscritos eram muito influenciadas pelas convicções “parciais, na época” de Young na reconciliação total – o ensino de que a cruz e a ressurreição de Cristo alcançaram uma reconciliação unilateral de todos os pecadores (e toda a criação) com Deus.

James B. DeYoung, do Western Theological Seminary, especialista em Novo Testamento que conhece William Young há anos, afirma que Young aceita uma forma de “universalismo cristão”. A Cabana, ele afirma, “está fundamentado na reconciliação universal”.

Mesmo quando Wayne Jacobson e outros reclamam daqueles que identificam heresias em A Cabana, o fato é que a igreja Cristã identificou explicitamente esses ensinamentos exatamente como são – heresia. A questão óbvia é: Como é que tantos cristãos evangélicos parecem não apenas serem atraídos para essa história, mas para a teologia apresentada na narrativa – uma teologia que em muitos pontos conflita com as convicções evangélicas?

Observadores evangélicos não estão sozinhos nessa questão. Escrevendo em The Chronicle of Higher Education (A Crônica da Alta Educação N. T.), o professor Timothy Beal da Case Western University argumenta que a popularidade de A Cabana sugere que os evangélicos talvez estejam mudando sua teologia. Ele cita os “modelos metafóricos não bíblicos de Deus” do livro, assim como o “não hierárquico” modelo da Trindade e, mais importante, “a teologia da salvação universal”.

Beal afirma que nada dessa teologia é parte da “teologia evangélica tradicional”, e então explica: “De fato, todas as três estão enraizadas no discurso acadêmico radical e liberal dos anos 70 e 80 – trabalho que influenciou profundamente a teologia da libertação e o feminismo contemporâneo, mas, até agora, teve pouco impacto nas conjecturas teológicas não acadêmicas, especialmente dentro do meio religioso tradicional”.

Ele então pergunta: “O que essas idéias teológicas progressivas estão fazendo dentro desse fenômeno evangélico pop?”. Resposta: “Poucos de nós sabemos, mas elas têm sido presentes nas margens liberais do pensamento evangélico por décadas”. Agora, continua, A Cabana tem introduzido e popularizado esses conceitos liberais mesmo em meio aos evangélicos tradicionais.

Timothy Beal não pode ser considerado apenas um “caçador de heresias” conservador. Ele está empolgado com a forma que essas “idéias teológicas progressivas” estão “se infiltrando na cultura popular por meio dA Cabana”.

De forma similar, escrevendo em Books & Culture (Livros & Cultura N.T.), Katherine Jeffrey conclui que A Cabana “oferece uma teodicéia pós-moderna e pós-bíblica”. Enquanto sua maior preocupação é o lugar do livro “em um cenário literário cristão”, ela não pode evitar o debate dessa mensagem teológica.

Ao avaliar o livro, deve manter-se em mente que A Cabana é uma obra de ficção. Mas é também um argumento teológico, e isso não pode ser negado. Um grande número de romances e obras de literatura notáveis contém aberrações teológicas e até heresias. A questão crucial é se a aberração doutrinária é apenas parte da história, ou é a mensagem da obra propriamente dita. Quando se fala em A Cabana, o fato mais perturbante é que muitos leitores são atraídos pela mensagem teológica do livro, e não enxergam como ela é conflitante com a Bíblia em tantos pontos cruciais.

Tudo isso revela um fracasso desastroso do discernimento evangélico. É difícil não concluir que o discernimento teológico é agora uma arte perdida entre os evangélicos – e essa perda só pode levar à catástrofe teológica.

A resposta não é banir A Cabana ou tirá-lo das mãos dos leitores. Não devemos temer livros – devemos lê-los para respondê-los. Precisamos desesperadamente de uma restauração teológica que só pode vir através da prática do discernimento bíblico. Isso requer de nós identificarmos os perigos doutrinários de A Cabana, para termos certeza. Mas nossa tarefa verdadeira é reaproximar os evangélicos dos ensinos da Bíblia sobre essas questões e cultivar um rearmamento doutrinário dos cristãos.

A Cabana é um alarme para o cristianismo evangélico. É o que dizem afirmações como as de Timothy Beal. A popularidade desse livro entre os evangélicos só pode ser explicada pela falta de conhecimento teológico básico entre nós – uma falha no próprio entendimento do Evangelho de Cristo. A perda trágica da arte do discernimento bíblico deve ser assumida como uma perda desastrosa de conhecimento bíblico. Discernimento não consegue sobreviver sem doutrina.

Por: Albert Mohler Jr ©. Website: albertmohler.com

Tradução: iPródigo

Leonardo Galdino – Heresias escondidas dentro de uma Cabana

O escritor canadense William Paul Young saiu do anonimato para a fama ao publicar um livro que se tornaria, em muito pouco tempo, um verdadeiro sucesso. Com mais de dois milhões de cópias vendidas e status de best-seller, “A Cabana” tem cativado a mente de muitas pessoas ao redor do mundo, especialmente/inclusive dos cristãos. Em linhas gerais, o livro conta a história de Mackenzie Allen Phillips, o “Mack”, um pai de família que encontra a Deus depois de ter sua filha caçula, Missy, raptada e brutalmente assassinada por um maníaco assassino de crianças (um serial killer). Cerca de três anos e meio depois do ocorrido, Deus, ou melhor, “Papai”, manda uma carta para Mack marcando um encontro com ele exatamente na cabana onde a polícia havia encontrado o vestido usado por Missy todo encharcado de sangue. Mack, depois de lutas intensas consigo mesmo, resolve aceitar o “encontro”, mesmo desconfiando de uma possível cilada do assassino de sua filha. Ao chegar lá, Mack tem uma, ou melhor, três surpresas: Deus lhe aparece na pessoa de uma mulher “negra enorme e sorridente” (pág. 73). Logo depois aparecem o Espírito Santo, na pele de uma mulher asiática, chamada Sarayu, e Jesus, um homem médio-oriental (hebreu, pra ser mais preciso) vestido de calça jeans e camisa xadrez. A partir de então, Mack vai viver uma inesquecível aventura ao lado dessa ilustre “Trindade”.

Qualquer cristão que tenha um mínimo de conhecimento de História da Igreja saberá que A Cabana nada mais é do que o ressurgimento de algumas das antigas heresias que tumultuaram a vida e o andamento da Igreja Antiga, principalmente aquelas que envolviam questões sobre a Trindade. Do ponto de vista teológico, o livro oscila entre heresias implícitas e explícitas; do ponto de vista literário, entre frases de efeito medíocres (quase sempre) e alguns poucos insights interessantes. Seu enredo envolvente propõe-se a apanhar os desavisados.

Não sei qual foi a experiência eclesiástica do autor de A Cabana, mas posso presumir que não foi das melhores. Torna-se patente, em muitas partes do livro, o desprezo pela igreja e pela adoração corporativa, ressaltando-se e a valorização da experiência pessoal, como bem reza a cartilha pós-moderna.

[Mack] Percebeu que estava travado e que as orações e os hinos dos domingos não serviam mais, se é que já haviam servido […] Mack estava farto de Deus e da religião, farto de todos os pequenos clubes sociais religiosos que não pareciam fazer nenhuma diferença expressiva nem provocar qualquer mudança real. Mack certamente desejava mais (pág. 54 – versão digital. Itálico meu).

Parece que a intenção inicial do livro não é a de levar os leitores a uma nova perspectiva sobre a Trindade, e sim, que eles desacreditem da Igreja como sendo a “coluna e baluarte da verdade” (1Tm 3.15) e sigam atrás de outras alternativas de encontrar Deus. Em minha opinião, esse é o maior perigo que o livro oferece.

Quando o assunto, finalmente, é a Trindade, A Cabana traz à tona várias heresias antigas (não pretendo fazer comentários exaustivos sobre todas elas). Como já disse anteriormente, Mack vai à cabana encontrar Deus, que lhe aparece no corpo de uma mulher de pele negra. Logo de cara, vemos a verdadeira alma do paganismo, a saber, materializar Deus dando-lhe alguma forma física. Entendo perfeitamente que se trata de um romance e, como tal, precisa de personagens para dar substância ao enredo. Mas, em se tratando do Senhor Deus Todo-Poderoso, essa regra não deve ser aplicada em hipótese alguma. É exatamente isso que Deus expressamente proíbe no Segundo Mandamento (Ex 20.4-5). Jesus mesmo declarou que “Deus é Espírito” (Jo 4.24). Não devemos emprestar a Deus as formas vãs e tolas que concebemos em nossas mentes pecaminosas (cf. Rm 1).

Uma das antigas heresias às quais me referi há pouco é o Patripassianismo, doutrina monarquianista[1] segundo a qual foi o próprio Deus quem morreu na cruz, em vez de Jesus. Tertuliano combateu esse ensino com bastante veemência. Quando, certa vez, ele disse que “o demônio tem lutado contra a verdade de muitas maneiras, inclusive defendendo-a para melhor destruí-la”, estava se referindo justamente a essa heresia, que estava sendo largamente difundida por Práxeas. Ele continua dizendo que “Ele [o demônio] defende a unidade de Deus, o onipotente criador do universo, com o fim exclusivo de torná-la herética[2]”. Em uma passagem de A Cabana essa heresia é claramente visível:

Papai não respondeu, apenas olhou para as mãos dos dois. O olhar de Mack seguiu o dela, e pela primeira vez ele notou as cicatrizes nos punhos da negra, como as que agora presumia que Jesus também tinha nos dele. Ela permitiu que ele tocasse com ternura as cicatrizes, marcas de furos fundos, e finalmente Mack ergueu os olhos para os dela (pág. 86. Itálico meu).

Embora Jesus seja Deus, sabemos que não foi Deus, o Pai, quem morreu na cruz. Deus não tem as marcas dos pregos em seus punhos, como A Cabana quer que acreditemos. Foi o Seu Filho quem foi crucificado. No afã de ressaltar a unidade da Trindade, o Monarquianismo acabou resumindo tudo a uma só pessoa. Em mais uma declaração claramente sabeliana[3], “Papai” diz a Mack que “quando nós três penetramos na existência humana sob a forma do Filho de Deus, nos tornamos totalmente humanos” (pág. 85). Mas não é esse o ensino bíblico. A Palavra de Deus é bastante clara quando se refere ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo como sendo Pessoas distintas que possuem uma mesma essência (ver Mt 28.29; 2 Co 13.13; 1 Jo 5.7; 2 Jo 3). E o pior de tudo é que, para confundir ainda mais o leitor, “Papai” desdiz tudo o que houvera dito antes, dizendo que

Não somos três deuses e não estamos falando de um deus com três atitudes, como um homem que é marido, pai e trabalhador. Sou um só Deus e sou três pessoas, e cada uma das três é total e inteiramente o um (pág. 87).

Seria algo equivalente à “Metamorfose Ambulante” proposta por Raul Seixas (“eu vou lhes dizer agora o oposto do que eu disse antes”)? Será que dá pra confiar no “Deus” proposto por William P. Young?

Mas os problemas não param por aí. Como se não bastasse, o livro também nega a divindade de Jesus. Em uma conversa entre Mack e Papai, Mack pergunta:

— Mas… e todos os milagres? As curas? Ressuscitar os mortos? Isso não prova que Jesus era Deus… você sabe, mais do que humano?

— Não, isso prova que Jesus é realmente humano.

[Papai continua…]

— Fez isso como um ser humano dependente e limitado que confia na minha vida e no meu poder de trabalhar com ele e através dele. Jesus, como ser humano, não tinha poder para curar ninguém (pág. 90).

Ora, o que temos aqui não é o velho Ebionismo, que pregava que Jesus tornou-se Messias pelo Espírito Santo? Ou, ainda, o Arianismo, que dizia que Jesus era um simples homem elevado a uma categoria superior à dos demais seres humanos? O autor faz um divórcio entre a Humanidade e a Divindade de Jesus quando diz que “Jesus, como ser humano, não tinha poder para curar ninguém”, quando, na realidade, as duas naturezas de Cristo são inseparáveis. Nas palavras de John Stott, “Jesus não é Deus disfarçado de homem e nem um homem disfarçado de Deus”. Ele é Deus-Homem, como bem foi definido em Calcedônia no ano de 451 d.C. E para dar mais ênfase ainda na humanidade de Cristo, a personagem Jesus “deixara cair uma grande tigela com algum tipo de massa ou molho no chão, e a coisa tinha se espalhado por toda parte” (pág. 95), o que rendeu boas gargalhadas a Mack e Papai. Era só o que faltava: um Jesus todo atrapalhado!

O livro prossegue no enredo seguindo a tônica do “o importante é relacionar-se”. Nada de imposições, de regras. Amor pressupõe liberdade. Baseado nesse pensamento o autor constrói, ou melhor, desconstrói a questão da hierarquia na Trindade. É assim que “Jesus” define a questão:

Esta é a beleza que você vê no meu relacionamento com Abba e Sarayu. Nós somos de fato submetidos uns aos outros, sempre fomos e sempre seremos. Papai é tão submetida a mim quanto eu a ela, ou Sarayu a mim, ou Papai a ela (pág. 129 – versão digital).

Sarayu, que personifica o Espírito Santo, diz que a hierarquia não faria sentido entre a Trindade (pág. 112). Como é que fica, então, frases como “Seja feita a vossa vontade”? Não havia uma submissão do Filho ao Pai? Jesus disse que desceu do céu para “fazer a vontade do Pai”(Jo 6.38). A Cabana não se coaduna com a Bíblia aqui.

Outro ponto que chama alguma atenção no livro é a questão da onisciência de Deus. Apesar de em alguns pontos ela ser ressaltada (págs. 81, 147, 148, 174, 192 e 206, e.g.), o livro parece bem confuso neste aspecto. Nas páginas 129-130, por exemplo, Jesus diz que “é impossível ter poder sobre o futuro, porque ele não é real, e jamais será”. Sophia, uma personagem que representa a Sabedoria de Deus (Teosofismo?) diz que Deus não pôde impedir a morte de Missy (pág. 151), e que tal tragédia “não foi nenhum plano de Papai” (pág. 152). Entretanto, mais uma vez ele se contradiz, ao afirmar que poderia ter impedido o que aconteceu a Missy (pág. 204). Os leitores mais familiarizados com as tendências teológicas pós-modernas saberão que isso se trata de Teísmo Aberto, uma doutrina que remonta ao Socinianismo do século XVI. Segundo essa ideia, o futuro não pode ser plenamente conhecido (nem mesmo por Deus!), pois depende das ações dos seres humanos (chamados de “agentes livres”). Isso inclui também as tragédias naturais (como o Tsunami, por exemplo). Se isso é verdade, como é que fica, então, a questão do Dilúvio? E de Sodoma e Gomorra? Não foi o próprio Deus quem orquestrou tudo? Não é justamente isso que Ele diz em Isaías 45.7 (“… faço a paz e crio o mal”)? William P. Young parece não acreditar muito nisso.

A verdade do Evangelho é outra questão que está em jogo em A Cabana. Como diria a máxima modernista, “tudo o que é sólido desmancha-se no ar”. Nada de certezas, convicções. Papai mesmo é quem diz a Mack que “a fé não cresce na casa da certeza” (pág. 176), declaração que faria Brian McLaren e Ricardo Gondim babarem! Sarayu diz: “gosto demais da incerteza” (pág. 190). Em outra ocasião Papai diz a Mack: “Quem quer adorar um Deus que pode ser totalmente conhecido, hein? Não há muito mistério nisso” (págs. 85 e 86 – versão digital). E as farpas contra a igreja continuam. Jesus diz: “não crio instituições” (pág. 166). Logo em seguida, numa declaração hilariante, ele afirma categoricamente: “eu não sou cristão” (pág. 168). Aliás, para esse Jesus, o evangelho não é exclusividade. Diante do pluralismo religioso “Jesus” é bastante inclusivista. Ele mesmo diz que

Os que me amam estão em todos os sistemas que existem. São budistas ou mórmons, batistas ou muçulmanos, democratas, republicanos e muitos que não votam nem fazem parte de qualquer instituição religiosa (pág. 168).

Realmente, para um Deus que disse que “a morte dele [de Cristo] e sua ressurreição foram a razão pela qual eu agora estou totalmente reconciliado com o mundo” (pág. 180 – itálico meu) isso não é problema. Universalismo? Imagina! “Não preciso castigar as pessoas pelos pecados” (pág. 109). “Em Jesus eu perdoei todos os humanos por seus pecados contra mim, mas só alguns escolheram relacionar-se comigo”, disse Papai (pág. 209). Que estranho, não? Todo mundo perdoado e alguns que se relacionam? Bom, se é ele quem está falando, quem sou eu para questionar? No meio de toda essa confusão Mack parecia mesmo estar totalmente perdido. Foi “barrado” inclusive de ter seu momento devocional, quando foi perguntar pelas orações, ouvindo da boca de Papai: “nada é um ritual” (pág. 194). Coitadinho do Mack! Não tinha razão em nada! Mesmo quando pensou em Jesus como referencial de vida, um exemplo a ser seguido, ouviu da boca do próprio: “minha vida não se destinava a tornar-se um exemplo a copiar” (pág. 136). E agora, José, ou melhor, Mack? Caía por terra diante de seus olhos toda a instrução apostólica para que sejamos “imitadores de Deus” (Ef 5.1; 1Pe 1.16).

Ainda não acabou. Falta o “filé mignon”. Que tal uma pitadinha de Espiritismo para temperar nossa estória? Pois é. Mack vê sua filha, Missy! Uau! Que emocionante, hein? Foi Sophia (uma médium?) quem proporcionou esse encontro (pág. 153). E tem mais. Mack reencontra o seu pai (pág. 200), que ele havia envenenado depois de ter levado uma surra que o deixou de cama por duas semanas quando ele tinha apenas 13 anos de idade. Abre parêntese. O pai de Mack era um alcoólatra que batia na esposa, e Mack contou isso a um irmão da igreja da qual seu pai era membro. Fecha parêntese. Esse era um segredo que Mack guardava a sete chaves. Realmente, ele tinha muitas feridas que precisavam ser curadas. Então, por que não fazê-lo com uma sessão espírita? Os dois se abraçaram e fizeram as pazes, com direito a beijinho na boca e tudo (pág. 201). Jesus gosta tanto dessa ideia de beijar na boca que resolve fazer o mesmo com Papai (pág. 205).

Perdoem-me aqueles que ainda não leram o livro, pois revelei muitos dos seus suspenses. Achei por bem não expor absolutamente tudo de errado que encontrei. Expus apenas aquilo que considerei necessário. É perfeitamente compreensível o fato de A Cabanaencabeçar o ranking dos livros mais vendidos[4], afinal de contas as pessoas estão à procura de um “Deus” (deus!) que se ajuste às suas pretensões. O que nos preocupa, entretanto, é saber que dentre os que financiam esse tipo de heresia estão aqueles que se professam crentes em Cristo. Sei que se trata de uma ficção, mas infelizmente não é dessa forma ela tem sido encarada. Perguntado sobre o que ele quer que as pessoas concluam ao lerem A Cabana, numa entrevista, William P. Young declarou que deseja que as pessoas “saibam ou tenham a noção de que Deus é bem maior do que eles já imaginaram”[5]. Lembrando de trechos do livro, sinceramente ainda não consigo enxergar grandeza alguma no “Deus” apresentado por Young. O que vi foi uma divindade deficiente que se curva aos caprichos humanos. Continuo preferindo o Deus que se revelou nas Escrituras. Este sim é a minha Rocha!

“Se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebeste, seja anátema”! (Gl 1.9)

Obs.: As referências tiradas do livro variam entre a versão impressa (Editora Sextante, 2008) e uma versão digital (e-book). Li o livro na versão impressa e fiz minhas anotações, mas devolvi-o ao dono (peguei o livro emprestado!). Depois anotei mais coisas na versão digital. É por isso que eu especifico as páginas e suas respectivas versões quando faço citações.

[1] O Monarquianismo, doutrina desenvolvida no final do século II e início do III, enfatizava tanto a unidade de Deus que acabou se transformando em numa espécie de Unitarismo, negando a realidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo como Pessoas distintas.

[2] Bettenson, H. Documentos da Igreja Cristã. São Paulo, 2001. Editora Aste, Pág. 81.

[3] Sabélio ensinava que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são uma só e mesma essência, três nomes diferentes para a mesma substância. “Deus se manifestou como Pai no Velho Testamento, depois como Filho para redimir o homem e como Espírito após a ressurreição de Cristo. Não houve, então, três pessoas em Deus mas três manifestações” (Earle E. Cairns. O Cristianismo Através dos Séculos. São Paulo – SP, 1988. Editora Vida Nova, Pág. 83). Esse ensino ficou conhecido como Monarquianismo Modalista.

[4] Segundo a Revista Veja, em http://veja.abril.com.br/livros_mais_vendidos/

[5] http://www.youtube.com/watch?v=EaGMliCxyWY.

Por Leonardo Bruno Galdino | opticareformata.blogspot.com

Albert Mohler Jr.

Albert Mohler Jr. é reconhecido como um dos líderes mais influentes dos Estados Unidos pelas revistas Time e Christianity Today. Possui um programa no rádio que é transmitido em mais de 80 estações em todo o país. É presidente da escola mais importante da Convenção Batista do Sul dos Estados Unidos, a Southern Baptist Theological Seminary.

Posted on 16/11/2011
Por Albert Mohler Jr.Artigo Heresias/Modismos Resenhas 237 Comentários
  • Mais
.et_bloom .et_bloom_optin_7 .et_bloom_form_content { background-color: #d2232a !important; } .et_bloom .et_bloom_optin_7 .et_bloom_form_container .et_bloom_form_header { background-color: #d2232a !important; } .et_bloom .et_bloom_optin_7 .et_bloom_form_content button { background-color: #fbfbfb !important; } .et_bloom .et_bloom_optin_7 .et_bloom_form_content button { background-color: #fbfbfb !important; } .et_bloom .et_bloom_optin_7 .et_bloom_form_container h2, .et_bloom .et_bloom_optin_7 .et_bloom_form_container h2 span, .et_bloom .et_bloom_optin_7 .et_bloom_form_container h2 strong { font-family: "Lato", Helvetica, Arial, Lucida, sans-serif; }.et_bloom .et_bloom_optin_7 .et_bloom_form_container p, .et_bloom .et_bloom_optin_7 .et_bloom_form_container p span, .et_bloom .et_bloom_optin_7 .et_bloom_form_container p strong, .et_bloom .et_bloom_optin_7 .et_bloom_form_container form input, .et_bloom .et_bloom_optin_7 .et_bloom_form_container form button span { font-family: "Lato", Helvetica, Arial, Lucida, sans-serif; } .et_bloom_form_header { padding: 0 !important; } input#email-informativo { color: #fff !important; box-shadow: inset 0 1px 2px 0 #6D1012 !important; text-align: center; margin-top: -30px !important; } input#submit-informativo { background: #fff !important; box-shadow: 0 1px 2px 0 #707070 !important; text-shadow: none; color: #6a6a6a; margin-bottom: -20px !important; }

Faça parte da Comunidade Voltemos ao Evangelho

Obrigado por juntar-se à nossa comunidade!

Postagens relacionadas

vecast-16-2-tese2ª Tese: Sem amor pastoral, você não é o Lutero do Séc. XXI | VEcast #16
20/09/2017 vecast-15-1-tese1ª Tese: Teologia da prosperidade é pior que indulgências! | VEcast #15
13/09/2017 vecast-12O que NÃO fazer para ser uma igreja relevante | VEcast #12
23/08/2017 medos-artigo1-VE-importaImporta o que os outros pensam de mim?
11/01/2017 reformadores-zanchi-a-consoladora-doutrina-da-predestinacaoGirolamo Zanchi – A consoladora doutrina da predestinação (Reforma500)
10/01/2017 principio-regulador-exigeO princípio regulador exige salmodia exclusiva?
09/01/2017

Comentários

comentário(s)

  • Victor Raphael Ribeiro Alves Alencar

    Eu gostaria de saber se este livro é bom ? pois alguns amigos meus disseram que ele só tinha heresias , graça e paz.

    • Vini

      Amigo, você leu a postagem e viu o vídeo?

  • Mauricio Henrique Blank

    (I João 4:1) – AMADOS, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo.
    (I João 4:2) – Nisto conhecereis o Espírito de Deus: Todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus;
    (I João 4:3) – E todo o espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que já está no mundo.

    Um pouco antes João diz: (I João 2:18) – Filhinhos, é já a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também agora muitos se têm feito anticristos, por onde conhecemos que é já a última hora.

    Que o Senhor nos conceda Graça para defender a causa do Evangelho.Amém.

    • robison

      eu acrescentaria o verso de salmos 49: 20 que diz: “O homem que está em honra, e não tem entendimento, é semelhante aos animais, que perecem.”

  • Thiago Azevedo

    Intrigante, eu já tive a oportunidade de ler tal livro, porém a curiosidade não bateu a minha porta, mesmo porquê já tinha ouvido alguns alertas sobre tal livro.

    De muitas coisas que poderia falar aqui e que poucos leriam, mas, ressalto a última frase do texto e tenho plena convicção que sites como o VE tem que martelar nessa causa.

    “Discernimento não consegue sobreviver sem doutrina.”

    A Igreja necessita mais do que nunca da Sã Doutrina Bíblica. Amém.

  • SAULO TINOCO

    Trabalho como professor na Igreja Batista Ortodoxa há 10 anos. Li o livro e não achei ele tão problemático. E questão de leitura e interpretação. Quando todos nós era mos novos convertidos não entendíamos a Trindade, tínhamos dificuldades para entender como 3 pode ser , e nosso professores usaram várias figuras de linguagens para explicar isso, dando N exemplos. E não chamamos isso de heresia. Agora porque o P. Young explicou da maneira dele, num livro “pessoal, não inspirado por Deus, igual a vários romances” mandamos pedradas nele. Hummmm só tem pessoas que nasceram sabendo tudo.

    • SAULO TINOCO

      Correção:
      Trabalho como professor na Igreja Batista Ortodoxa há 10 anos. Li o livro e não achei ele tão problemático. É questão de leitura e interpretação. Quando todos nós eramos novos convertidos não entendíamos a Trindade, tínhamos dificuldades para entender como 3 pode ser 1, e nosso professores usaram várias figuras de linguagens para explicar isso, dando N exemplos. E não chamamos isso de heresia. Agora porque o P. Young explicou da maneira dele, num livro “pessoal, não inspirado por Deus, igual a vários romances Gospel” mandamos pedradas nele. Vede tudo e retenha o que é bom. Aquilo que não for bom, jogue fora. O Livro tem mais acertos que erros.

      • Vini

        Saulo, você leu o texto do Albert Mohler?

        • SAULO TINOCO

          Eu li. Mas acho perigoso pegar um “romance” de P.Young e torna-lo livro de critica Teológica. Pois o livro claramente não tem a Intenção de Doutrinar ou Ensinar. É um livro de “romance” com gosto de mamão com açúcar e deve ser encarado desta forma, como um gibi da turma do Mônica. Eu lembro que há alguns anos o Livro “Este Mundo Tenebroso”, deu um problema grande com os novos convertidos pois falava de uma guerra entre anjos de demônios, mas uma guerra quase física tipo luta de samurai. O problema se deu porque pessoas estavam levando o livro a sério. Ora sabemos que é um “romance” algo vindo da imaginação da pessoa humana, logo não ser encarado como Livro de Doutrina ou Livro sério sobre Teologia. A cabana é a mesma coisa, e melhor quando o novo convertido vem a nós com papo do livro tenho a oportunidade de ensinar o certo, mas a curiosidade ja vou provocada pelo livro. Agora leitor se você não leu, indico de leia e tenha sua própria critica, se tiver duvidas e sei que vai ter, procure seu pastor, ele vai lhe mostrar o que é o certo. Agora se você não ler, nunca vai saber se tem dúvidas.

          • SAULO TINOCO

            Fico feliz pela preocupação de vocês com a igreja e com a qualidade do site. Mesmo as vezes não concordando 100% com vcs.

          • Vini

            Saulo,

            Devo discordar de você. Tudo passa algum ensinamento e tendo em vista que inúmeros evangélicos nunca leram sequer um livro teológico sobre a Trindade, provavelmente, A Cabana é todo conhecimento da área que vão adquirir. A cultura pop infelizmente é a que mais molda nossa sociedade.

            Devo discordar também, pois seu comentário levaria a noção que podemos mentir e propagar heresias em livros que são “mamão com açúcar”. Eu jamais daria para meu filho (quando eu tiver um) um gibi que ensine o universalismo. E infelizmente muitos cristãos tem o discernimento de uma criança.

            Paz

          • Vini

            Saulo,

            100% 100% é difícil concordarmos até com os pregadores que postamos rs

            Mas naquilo que é essencial devemos manter a unidade.

            =)

          • robison

            “ser evangelico não nos credencia ir para o ceu.”

      • Jean pierre

        não é atoa que não me espanta tanta gente sendo enganada…. O cara que deveria estar categoriacamente e enfáticamente pregando contra tais obras como A Cabana não acha nada demais….”é só questão de interpretação….”
        pelo o Amor de Deus….o que tem de bom nesse livro……quer um livro sobre Deus??? leia a Bíblia….paulo entendia tanto da trindade… ele leu A Cabana? ele andou com Jesus? Não ele comia a palavra de Deus que é pão…..E Deus através do Espírito Santo dava o dicernimento a Paulo…..Sinceramente, Nenhum livro deve ser posto sobre a Bíblia para explicar a Deus(“Se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebeste, seja anátema”! (Gl 1.9)…quer explicar Deus? Vai precisar de uma Eternidade para entende-Lo….

    • João

      Olá.
      Existe há anos uma praga no meio da igreja, o qual é muito conhecido como liberalismo. Se a pessoa olhar por esse angulo (liberal) não verá na demais no livro, agora, quando quando olhar a luz da Bíblia encontrará problemas.
      O livro pode ser descrito como o melhor livro procurando explicar a Bíblia com formas “inocentes”, contudo não substitui a Bíblia.
      Infelizmente tem um monte livros com o pensamento do liberalismo nas livrarias envangélicas, e como os crentes não conhecem ao SENHOR nosso Deus, em sua maioria, eles compram e obsorvem estas coisas como verdade.
      É triste a situação. Recordo de Oséias capítulo 4 versículo 6. Lá diz que “O meu povo está sendo destruído porque lhe falta conhecimento”. Interessente essa parte do versículo, e muito mais a sequência: “Porque tu, sacerdote, rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei…”
      A verdade é que muita gente não deseja Deus em verdade, pois, Ele não é igual a nós, e fica fácil procurar esse tipo de literatura.

  • Daniele

    Ainda bem que não perdi meu tempo com mais heresias.

    • Bruna

      Somos duas. Nunca me interessei por esse livro.

  • antonio johnathan rodrigues silva

    eu li o livro ja faz um tempo . e a primeira coisa que notei é que ele é uma FICCÃO…

    não levo em conta o fato de haver argumento PESSOAIS teologicos. É UMA FICCÃO.

    E gostei do livro. A paz irmãos que cristo seja o arbitro nos nossos corações e decisões.

    • Vini

      Então, um cristão pode disseminar heresias através de ficções?

      • Thiago Mattos

        Todo mundo fala com tanta propriedade ao sentenciar: Herege!

        Mas o que é heresia?

        • Vini

          Algo que contraria um ponto fundamental do cristianismo.

          • rita maia

            Oi, li o livro como ficção e gostei.
            Considerei os personagens como ficticios, apenas inspirados nos personagens bíblicos.
            Mas o livro problemático para os que não conhecem as Escrituras.
            Existem livros “evangélicos” com heresias piores, só não são criticados porque não vendem tanto.

      • samuel

        Olá! Como alguém já disse: Nenhum caminho para o inferno se encheu de tanta gente como o da falsa doutrina.

  • Fernando Canuto

    Mais um rei da “Verdade” ou senhor do eu sou o certo! Eu li o livro e achei sua história intrigante, porém, para min não há duvida que é cura para muitos que estão perdidos em suas frustrações e magoas, se assim entenderem o amor, o perdão e que existe relacionamento verdadeiro atravez de Deus pai o Espirito Santo e Jesus nosso senhor e salvador. Sobre o que ele diz… enfim.. ele diz que, não podemos pegar o Deus invisivel e trasnforma-lo em visivel (Material) logo pensei… hum.. Se Deus fosse somente invisivel não teria aparecido como coluna de fogo para Moises no Monte Siao… e sobre isso eu diria que, uma coluna de fogo é matéria.. fogo é matéria da mesma maneira que um corpo é materia… entao Deus se materializou em forma de coluna de fogo. Mas é fato que o livro as vezes é vertical e saiu da nossa linha horizontal “cristã” e isso nos confunde um pouco, mas eu não acredito na heresia descrita pelo amigo, acredito sim na graça e no amor entregue a nós na cruz, por um unico.. Jesus.

    • Vini

      Fernando,

      1) Você também vem aqui escrevendo como um “rei da Verdade”.

      2) Você acha que podemos então representar a Deus como bem entendemos? Podemos fazer imagens de Deus Pai?

      3) A Bíblia não nos dá permissão para fazer representações do Pai. Se o Pai se revelou através de algumas figuras e metáforas devemos nos ater a elas. Antropomorfismo e teofanias inspiradas por Deus são mesmo sendo inspiradas limitadas. Imagina então ao criarmos nossos próprios antropomorfismos… Deus não nos deu permissão para fazer isso.

      4) Há inúmeros outros pontos heréticos no livro (os quais estão retratados no texto)

      Paz

    • SAULO TINOCO

      Gostei do comentário do Fernando. A VERDADE é uma só, mas ninguém a TEM por completo. Por isso Existem Batistas, Presbiterianos, Metodistas, Adventistas, Menonitas, Assembléianos etc. Todos querendo ter a verdade. Nem os Puritanos concordavam plenamente uns com os outros. São todos cristão sinceros olhando o mesmo quadrado por ângulos diferentes e falando: __ A verdade é Isso. Para os outros toda Igreja que não seja a sua é Apostata e Herege.
      Se não fosse assim não existiram tantas denominações. Se Apóstolo Paulo prega-se no altar do deus desconhecido nos dias de hoje, ele seria chamado de Herege apostata. Pois teriam 1000¹²³ razões de mostrar que a teologia de Paulo está errada. Vede tudo e retenha o que é bom. É um conselho que a Igreja de hoje não segue mais. O Livro “A Cabana” ajudou muita gente. Como diria no hospital a Clinica”Resultado” é superior a Teoria. É como se nas nossas Teologias da Batista e Presbiteriana não tive muita coisa errada. Devemos abrir os olhos a reforma ainda não acabou e devemos olhar para nossa casa antes de falar da casa alheia.

      • Jennifer

        Uma semente de heresia, nasce uma árvore de mentiras.
        Um livro antibíblico não ajuda(eternamente) ninguém.

      • aelsonmoura

        Relativismo não justifica heresias.

        • Jennifer

          Dizer que Deus não vai punir pecados, que Jesus não é Deus, justificava que é uma heresia.

    • Abraão Isvi

      Cara o livro é uma mentira, não podemos dar crédito.

  • Douglas Iran

    Paz!

    Concordo com o Vini de que devemos ter uma posição muito crítica embasados na bíblia ao lermos esse tipo de literatura e apesar de ser uma obra de cunho fictício, não deixa de disseminar heresias e mentiras – isso é meléfico e gera prejuízos principalemente aos novos convertidos que ainda estão digerindo “leite”.

    Para os que já consomem o alimento sagrado de forma sólida incentivo a leitura para tomar conhecimento das heresias com o intuito de ensinar pessoas empolgadas com elas no caminho correto, pois de que forma poderemos refutar os falsos ensinos se não o conhecermos?

    Devemos ter cuidado para não sermos levianos e ficar falando do livro só de ouvir falar. O própio Mark Driscoll deve ter lido o livro pra fazer a crítica.

    Paz.

    • Wagner Lima

      Vini, parabéns por se levantar como um arauto do Rei e se enfileirar nos exércitos de defesa das doutrinas fundamentais da fé cristã. Para aqueles que não enchergam modismos em livros como esse, indico o livro “Ouro de Tolo” do Macarthur pela editora FIEL.

  • Wéllykem Marinho

    Não li o livro, mas acho que se um crente quer mesmo saber alguma coisa da Bíblia ou referente a ela, deve busca na prórpia! Afinal a Bíblia explica a ela mesma! Diferente de um livro, onde o autor ou um crítico literário deve esclarecer pontos obscuros ou divergentes. Se um cristão quer saber sobre a trindade, então leia a Bíblia com temor e muita oração, pedindo ao Senhor que lhe revele o que deseja saber (Jr 33.3 e Tg 1.5). Se tivermos que recorrer a livros de autores – dos mais diversos – sempre que tivermos dúvidas em relação a passagens bíblicas, invalidamos a pessoa do Mestre por excelencia – Jesus Cristo, e ficamos a mercê de conjecturas e fantasias. O que devemos fazer é realmente voltar a essencia do Evangelho. E nada além do Evangelho.

  • tereza

    Triste é constantar que nós cristão não percebemos o amor, cuidado e zelo desses pastoes ao nos alertar sobre esses perigos. Continuamos sendo rebeldes e presunçosos, sem humildade…
    Será mesmo que o que move esses irmãos em nos alertar é a necessidade de serem “donos da verdade?”, de provarem seus conhecimentos teológicos “superiores?”
    O que leva esses pastores, que já tem tanto com que se preocupar com seu rebanho e seus ministérios, a encontrarem tempo pra estar nos alertando a respeito dessas heresias? SERÁ QUE NÃO É AMOR? DESEJO PROFUNDO DE NÃO VER OS SALVOS PERDENDO TEMPO COM ESSAS COISAS OU PIOR, DE NÃO CORREREM O RISCO DE SEREM SEDUZIDOS POR DOUTRINAS DE DEMÔNIOS?

    Agradeço imensamente ao meu Deus quando vejo esses irmãos colocarem em prática o ensinamento paulino com relação às exortações e aconselhamentos para com os santos. Creio de verdade que o Senhor é glorificado na prática desse amor.

    • Pr João Victor

      Amém irmã. Aqui ninguém quer se apoderar da fé de ninguém, mas em amor conduzir à sã doutrina em Cristo.

    • Jair Barreto

      Concordo plenamente… Em gênero, número e grau…
      Quem visita este site, já deveria saber que o conteúdo e vocação do mesmo é para que a bíblia, que no seu conteúdo total embasa o evangelho de Cristo Jesus, se sobressaia sobre as prescrutações de cabeças que tentam “adocicar” o coração azedo a amargo de homens, que por sua própria condição, estão cada vez mais querendo comichões a afagos, do que a sã doutrina, que fala de castigo e correção, esta que é a única e capaz maneira de levar o homem a um confronto de si mesmo com Deus e assim acontecer a conversão genuína, que por sua vez, conseguirá satisfazer a todas as necessidades espirituais reais do ser humano, que é um encontro real com Deus, através da pessoa de seu Filho Jesus Cristo.

    • robison

      Concordo com voce tereza. Porque quando lemos Paulo, Pedro, João, dizemos amem….amem…amem.. e quando ouvimos um homem de Deus falar ficamos repudiando o que diz? Será que estes “cristãos” são verdadeiros?

      • luiz

        Desculpe, quem é homem de DEUS? Este homem, só poderá ser de DEUS, se falar conforme a escritura, não é mesmo? E ainda, quando Paulo, Pedro, João falaram, falaram inspirados pelo ESPÍRITO SANTO, pois o cânon da escritura ainda não havia sido fechado, correto? Sendo assim, só REPETINDO o que diz a bíblia, de forma expositiva, nos dias de hoje, podemos dizer que é de DEUS, correto? E a CABANA, ou seu escritor, onde se encaixam?
        Por favor, me corrijam, considerando II Corintios cap.13 vs.8.

        Que o SENHOR OS ABENÇOE.

  • rita maia

    O vídeo é mais sobre a “trindade” do que sobre o livro. É deve ser assistido com atenção, pois nas igrejas encontramos “heresias” semelhantes as citadas:
    Estou cansada de ouvir pastores orando coisas do tipo:
    “deus, nosso pai, …., grato por que morreste na cruz por nós, … em nome de jesus…”
    Enfim uma confusão entre quem é DEUS PAI, quem é o Filho de DEUS e quem é o Espírito de DEUS.
    Mas acredito que DEUS, o PAI, não considera nossa confusão, nossa ignorância, nossos dogmas, mas espera que humildemente busquemos a verdade em Sua Palavra.
    Infelizmente muito do que cremos hoje, cremos por imposição, por que antigos deduziram isto ou aquilo da Palavra, e a maioria não pensa nem em questionar tantos ensinamentos/interpretações que aparentemente contradizem as Escrituras.
    Graças ao ETERNO DEUS que a salvação veio pela a obra de YESHUA, de nossa fé e de nossa submissão a ELES, e não de nossas doutrinas e interpretações…

  • CLERTON

    SE OS VÍDEOS FOSSEM EM PORTUGUÊS,COM CERTEZA,O RESULTADO SERIA BEM MELHOR.

  • Gercino

    – A igreja precisa muito de discernimento espiritual, estão fazendo ótimo trabalho!

  • Abraão Isvi

    É pra rir, cara esse livro parece uma comédia, só pode ser. Eu, pela Graça de DEUS, rejeitei desde o princípio este livro, creio que DEUS tocou em meu espírito a respeito. Acho que cheguei a ler o resumo atrás ou algo assim e só pelo resumo percebi que se tratava de heresia. Mas é isso mesmo heresia vai, heresia vem e o Senhor da Glória está voltando. :)

  • Thiago Mattos

    Crente tem a mania de rejeitar tudo o que não cabe na sua “doutrina ortodoxa”. Como se a reta doutrina, a razão intelectual na sitematização “correta” do ensino bíblico fosse o que realmente redime a vida de uma pessoa. Se alguém pensa um pouco diferente, alguém com um pouco de imaginação “extrabíblica”, já é condenado como herege e sentenciado. Ainda mais com relação a esse tema da Trindade, que é algo totalmente envolto num mistério próprio daquilo que é de Deus, imensurável. Daí o cara pega uma obra de ficção e disseca cada detalhe como se o livro do autor fosse uma dogmática.

    Eu li o livro. Achei interessante os quadros metafóricos que ele se utiliza para exprimir a ideia de Deus e como ele trabalha com ênfase a unidade desse Deus triúno. Na minha opinião não é um livro que sustente alguma heresia destruidora. Se formos encarar heresia como alguma ideia que vai contra a Palavra de Deus, e se levarmos isso às últimas consequencias, então veremos que, em suma, todos somos, em algum nível, hereges. A vida de fé e as conceituações teológicas também são muito subjetivas e heterogêneas. Não é possível juntar tudo num quadro homogêneo e dizer: Deve ser assim! As pessoas pensam diferente (pessoas que pensavam diferente foram queimadas em muitas fogueiras medievais). A Escritura não é um quadro homogêneo em muitos assuntos. Ela é controversa e paradoxal.

    Quando alguém se põe na posição de portador e “guardião” da sã doutrina, esse mais do que ninguém, deveria ser considerado herege e prepotente. Lembrem-se que os grandes hereges da história, foram todos eles homens piedosos e zelosos pela “palavra de Deus”.


Baixe pandora gratuitamente

colar pandora
pandora charms à vendre
pandora gull sjarm
pandora incanta i prezzi
Pandora Anhänger

Pinterest is

using cookies

to help give you the best experience we can.

Emoticon Triste - Baixe conteúdos de Alta Qualidade entre mais de 58 Milhões de Fotos de Stock, Imagens e Vectores. Registe-se GRATUITAMENTE hoje. Imagem: 18589362
Emoticon Sonriente Triste De La Historieta - Descarga De Over 61 Millones de fotos de alta calidad e imágenes Vectores% ee%. Inscríbete GRATIS hoy. Imagen: 46947831
Polegar Acima Do Emoticon - Baixe conteúdos de Alta Qualidade entre mais de 56 Milhões de Fotos de Stock, Imagens e Vectores. Registe-se GRATUITAMENTE hoje. Imagem: 47854113
Kiss for you
Related image
Resultado de imagen para emoticons
Soloveika — «422.png» на Яндекс.Фотках
Image result for emoticones felices
Cartoon Sad Smiley Emoticon - Download From Over 59 Million High Quality Stock Photos, Images, Vectors. Sign up for FREE today. Image: 46947831
cry Smiley - https://www.facebook.com/pages/Great-Jokes-Funny-Pics/182221201794268
Bildergebnis für smileys
smilies - Buscar con Google you forget again?
Gifs animados gratis ordenados por temas en la mayor colección de Internet de imágenes animadas con dibujos y otras animaciones en Gifmania
Desgarga gratis los mejores gifs animados de risa. Imágenes animadas de risa y más gifs animados como gracias, ángeles, animales o nombres"


Papéis de Parede Islâmicos para Celular 2017

por: Wallpapers & Papel de Parede 20 9

9 Pontuação de
usuários
BAIXE GRÁTIS


Capturas de tela

Islamic Wallpapers 2017 - Free HD Backgrounds Captura de tela 1
Islamic Wallpapers 2017 - Free HD Backgrounds Captura de tela 2
Islamic Wallpapers 2017 - Free HD Backgrounds Captura de tela 3
Islamic Wallpapers 2017 - Free HD Backgrounds Captura de tela 4
Islamic Wallpapers 2017 - Free HD Backgrounds Captura de tela 5

Descrição

É você orgulhoso ser um muçulmano? Você elogiar Allah? Instale Papéis de Parede Islâmicos para Celular 2017, um novo aplicativo com papeis de parede para Android™ com [papéis de parede animados muçulmanos e muitos mais. Mostre seu respeito ao Islã e Allah. Baixar Papéis de Parede Islâmicos para Celular 2017 e definir um papel de parede Alcorão HD ou Makkah papel de parede celular como o seu novo foto de papel de parede HD de telefone.

Papéis de Parede Islâmicos para Celular 2017 vem com uma coleção linda e exclusiva de origem islâmica. Dê uma olhada em imagens para papel de parede do Taj Mahal, Meca e Medina, Mesquita Azul, Grande Mesquita e muitos mais. Personalize o seu telefone Android com as imagens para papel de parede islâmicas bonitas. Baixar fotos para papel de parede Árabe grátis e desfrutar de alta qualidade fotos para papel de parede islâmicos e levar seu amor para o Islã onde quer que vá!


CARACTERÍSTICAS DO PAPÉIS DE PAREDE ISLÂMICOS PARA CELULAR 2017:

- Todos imagens para papel de parede para Android™ disponíveis gratuitamente
- Toda a coleção de HD papéis de parede móveis tem alta qualidade com resolução 1920x1080 e acima
- Definir como tela inicial
- Personalize o papel de parede para celular para caber na tela
- Suportamos todas as resoluções de tela para telefones, tablets e outros dispositivos móveis Android no modo retrato e modo paisagem
- Enviar um fundo de tela para celular para um amigo com o botão "Compartilhar"

Se você está procurando os melhores fotos de papel de parede para celular para personalizar seu telefone, você está no lugar certo! A variedade de imagens para papel de parede de alta resolução que oferecemos no nosso canal tem pelo menos um aplicativo de papel de parede Android para todos os gostos!
Olhe para a galeria e encontre o plano de fundo que você mais gosta. Use-o por um tempo e, em seguida, veja as fotos novamente para encontrar mais imagens para papel de parede de celular e escolha um melhor fundo de tela para celular para o seu dispositivo Android.
Há tantos fotos de papel de parede legais que você poderia usar dependendo do seu humor atual. Visite nosso canal com imagens de plano de fundo para Android para encontrar mais temas com imagens para papel de parede surpreendentes e planos de fundo incríveis para telefones celulares.
Mais uma vez, Papéis de Parede Islâmicos para Celular 2017 para celular é gratuito e ficará grátis para sempre. Apreciar!

COMPATIBILIDADE PAPÉIS DE PAREDE ISLÂMICOS PARA CELULAR 2017:

O aplicativo Papéis de Parede Islâmicos para Celular 2017 foi testado e compatível com os seguintes telefones Android: Samsung Galaxy S8, Samsung Galaxy S7 Edge, Samsung Galaxy S8 Plus, Huawei P10, Huawei Mate 9, HTC 10, LG G6 e HTC Desire 650.


PAPÉIS DE PAREDE ISLÂMICOS PARA CELULAR 2017 COPYRIGHT:

O código do aplicativo é baseado no projeto por Mike Penz (https://mikepenz.com) pela Creative Commons Atribuição-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International License. Está disponível em https://github.com/mikepenz/wallsplash-android. Direitos autorais de conteúdo para os respectivos autores, cada imagem creditada dentro do aplicativo.

O Android é uma marca registrada da Google Inc. Papéis de Parede Islâmicos para Celular 2017 não é endossado ou afiliado à Google Inc.

Avaliação de usuários

de 20 avaliações

"Incrível"

9






Il più grande parco divertimenti al coperto d'Italia
Tantissime attrazioni per tutta la famiglia e giostre per ragazzi
Divertimento tra lo zucchero filato e la frutta caramellata

Il più grande parco divertimenti al coperto d’Italia

16-17 dicembre 2017
Dal 22 dicembre 2017 al 7 gennaio 2018
13-14 gennaio 2018

Winterello

Presto online!

Braccialetto

Clicca qui!!

Intrattenimento

Clicca qui!

Attrazioni

Clicca qui

Partner

Supporter